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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Menina zoa Giovanna Lancellotti via Facebook

Não podemos afirmar ainda se a menina que tirou com a cara da Giovanna Lancellotti é fã de LuAr, mas que ela deixou a gente de boa aberta isso ela deixou.  A página da Revista Yes!Teen postou uma o link de uma matéria que ela fez com a Giovanna, logo depois a menina que eu estava falando tirou com a cara da mesma. Confira agora o print abaixo e veja do que eu estou falando:


Fonte: Thur no Mundo da Lua


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mel Fronckowiak é uma das convidadas do programa “Roberto Justus +” desta segunda (3)




No programa “Roberto Justus +” desta segunda-feira (3), o apresentador Roberto Justus receberá covers de diversas celebridades. Dentre eles está Leandro Lapagesse, considerado o maior colecionador de objetos de Michael Jackson da América Latina. Leandro, fã incondicional do ídolo pop, contará qual foi o primeiro item que ganhou.
A atriz Mel Fronckowiak também explicará como é a relação dos fãs da banda Rebeldes e as loucuras que eles já fizeram para chegar perto de seus ídolos.
Na plateia, covers e fãs de diversas celebridades estarão devidamente caracterizados.

O “Roberto Justus +” é exibido à meia-noite pela Record.

Conheça o especial "A Tragédia da Rua das Flores", que irá ao ar na Record



Dando sequência aos especiais que exibe no mês de dezembro há alguns anos, a Record levará ao ar no próximo mês "A Tragédia da Rua das Flores".

A história:"A Tragédia da Rua das Flores" é uma trama adaptada do original de Eça de Queiroz e conta a história de Jô Lisboa (Genovena, no original), mulher que se torna mãe muito cedo e que acaba deixando seu marido e o bebê para fugir com um amante espanhol. Jô tem vários homens na Europa e sempre se aproveitou do dinheiro e da posição social que eles podiam lhe proporcionar. Na volta ao Brasil, Jô conhece Vitor, um garoto de 19 anos e, pela primeira vez, acaba se apaixonando profundamente por ele. Entretanto, ela não sabe que o rapaz é o filho que ela abandonou anos atrás. 


Elenco:  O elenco de "A Tragédia da Rua das Flores" é formado por Daniela Galli (Jô), Arthur Aguiar (Vitor), Jonas Bloch (Timóteo), Gabriela Durlo (Ana), Marco Antônio Pâmio (Agenor), Guilherme Lopes (Dâmaso) e Bukassa Kabengele (Dr. Caminha).

Fotos dos Rebeldes na gravação do "Idolos Kids"








Giovanna Lancellotti leva bronca do namorado Arthur Aguiar após falar sobre os seios com repórter



Com apenas dois meses de namoro, Giovanna Lancellotti e Arthur Aguiarvivem às turras. O rapaz, que tem fama de mal humorado, não anda gostando do jeito espontâneo da amada. Durante a festa do Prêmio Extra, na noite desta terça-feira, no Rio, ele mostrou sua rebeldia ao chamar a atenção da atriz, que minutos antes havia dado uma entrevista à equipe do “Pânico da TV”.Tudo começou quando Giovanna levou na brincadeira o elogio do repórter do humorístico sobre os seus mamilos e respondeu à provocação falando da experiência de mostrar os seios na TV. A atriz apareceu seminua em cenas quentes de “Gabriela”.Insatisfeito com as declarações da namorada, Arthur deixou o prêmio dando bronca em Giovanna. “Não era para ter falado tanta besteira”, reclamou o ator, causando um climão entre os dois.

                                                                                                         Fonte: Extra Globo

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Metamorfose - Capitulo 4


                                                      Capítulo 4 - Confusão de Coração



Arthur POV


Fiquei totalmente embasbacado e vidrado quando seu lençol caiu. Mas, droga! Sei que devo ter passado da conta na
noite que se passou... Ela mal me olha nos olhos! Raios, por que fui beber ? Ela está morta de medo de mim!
- Certo... – meio que murmurei sem jeito - Ainda bem!
Virei-me de costas, mergulhando no armário em busca de roupas. Distraído, apanhei umas ao acaso enquanto
continuava pensando em algo inteligente e simpático para dizer. Me vesti de costas para ela,
sentindo o olhar fixo em mim. Vesti as calças rapidamente, com a mente ainda em branco. Eu, famoso por ter resposta
pra tudo, não conseguia juntar duas palavras para dizer pra minha mulher com quem tinha passado a noite... Se bem que esse era o problema... Ter passado a noite com ela.
De tudo o que já fiz até hoje, a noite passada foi um dos maiores erros de sempre... Nunca deveria ter lhe forçado,
independentemente de ter bebido!
Enfiei a camisa, lutando com as mangas que pareciam fora dos locais habituais.
- Vou sair, não tenho hora pra voltar - Falei ainda de costas agarrando uma blusa de frio do guarda-roupa e
derrubando outros dois sem querer. Praguejei mentalmente enquanto tornava a pendura-los desajeitadamente – Melhor
não me esperar para o jantar!
- Ok – a voz o murmurio de sempre. Olhei-a de relance. A cabeça baixa, a face praticamente tapada pelo longo cabelo
cacheado.
Com as lembranças daqueles cabelos entre meus dedos me voltando à mente, virei-me rapidamente para a porta, saindoo mais rápido que podia.
Queria conversar com alguém... Ninguém melhor que Chay!
- O que quer, muleque ? - Chay saiu do quarto de seu apartamento com cara de sono - Quero dormir!
- Não quando seu melhor amigo está com problemas - fiz que não com a mão - Isso não pode!
- Oque é ? Fala logo - Me deu um tapa na cabeça
- Lua
- Aí cara, vai dizer que encoxou ela denovo ?- Chay riu
- Antes fosse - Chay me olhou sem entender - Acho que a gente, ér... hãn - gesticulei com as mãos - como posso explicar ?
- Já entendi meu filho, já entendi. - Passou a mão pelos olhos, tentando acordar - Como deixou isso acontecer ?
E o mais importante... Como ela é ? Foi bom ?
- Ai meu Deus... Eu não me lembro. Isso é o pior
- Como não se lembra ?
- Eu bebi demais ontem, e... - hesitei em continuar
- E ... ? - Me encorajou
- E acho que forcei Lua à ficar comigo. - Chay me olhou de boca aberta, como se fosse incapaz de falar. E eu me
senti um canalha de novo. É...eu era esse tipo que tinha forçado a propria mulher na cama...e nem meu melhor amigo
mala era capaz de esconder o choque
- Caramba... - Me olhou ainda assustado - Você se lembra de alguma coisa ? Sequer um pouco?
- Não muito... – admiti. - Chay passou a mão no cabelo e deu uma volta pela sala. Parecia realmente chocado.
- Cara... Mas se voce não lembra de muito, como sabe que a forçou? - Hesitei um pouco.
- Cara... Mas se voce não lembra de muito, como sabe que a forçou? - Hesitei um pouco.
- Eu lembro de algumas coisas... E em tudo o que eu lembro ela não parecia muito... como posso dizer... –
gesticulei – participativa. - Chay sentou-se novamente, me olhando sem saber o que dizer.
- Cara... – parecia ser a única palavra de que se lembrava.
- E tem mais – acrescentei – hoje de manhã ela tinha machucados...Marcas roxas nos pulsos, o lábio machucado...
- Nossa, cara... Você definitivamente ficou maluco - Elevou a voz
- Eu não tive culpa... Eu acho! Estava bêbado
- Mas por que diabos foi beber, Arthur ? - Chay parecia bravo - Olha o que tu fez com ela... E se ela ficar
traumatizada ?
- Bebi por raiva... Surpresa... Não sei ao certo - balancei a cabeça - Fiz uma grande besteira, não fiz?
- Bebi por raiva... Surpresa... Não sei ao certo - balancei a cabeça - Fiz uma grande besteira, não fiz?
- Fez, cara. Sem a mínima dúvida... - Chay me encarou, sério - O que você fez, SE realmente fez, foi muito sério...
- Eu ainda não acredito que fiz isso. - Coloquei as mãos no rosto - Se pudesse voltar atrás... Se pudesse fazer algo...
- Você pode - Me assustei
- Como ?
- Você pode, meu filho. Você mandou mal com ela durante esse casamento todo, e ela sempre perdoou você! Eu tenho
certeza que se você falar com ela e tentar perceber o que REALMENTE aconteceu ontem vai ser melhor para todos...E
você pode se desculpar com ela... - Fiquei em silêncio. Verdadeiramente seria bom esclarecer as coisas...
- E então ?
- Vou falar com ela - Respondi, certo de que iria fazer mesmo aquilo.

Lua POV

Sentada na cozinha, olhando para o forno, não conseguia parar de pensar no Arthur. A noite passada não saía da minha cabeça. Não conseguia parar de pensar, de recordar, de desejar... Olhei de novo o forno, desconsolada. Estava até fazendo o prato preferido de Arthur: a sua adorada lasanha!
Durante a tarde tinha vivido nas nuvens alimentando a ilusão (tonta!) de que ele voltaria para casa, sorriria para mim e quem sabe as coisas entre nós pudessem ser como eu sonhava desde que tínhamos casado...
Pousei a cabaeça sobre os braços estendidos na mesa. Sim, eu tinha sonhado. Mas o dia tinha passado e o Arthur não tinha voltado para casa. Ele não tinha telefonado, aparecido ou dito o que quer que fosse... e áquela hora, além da noite que passámos juntos e da lasanha que ainda estava no forno, outro pensamento rondava minha cabeça...
Onde estava ele? E, acima de tudo, com quem ele estava? Estaria ele me evitando? Teria ele odiado a noite que passamos ontem? PIOR, estaria ele com outra mulher?...
Certo, ele disse de manhã que não tinha hora para voltar... mas já estava ficando tarde demais!
Me levantei da cadeira para desligar o forno. Arthur não ia voltar mesmo...e eu não queria que a lasanha queimasse. Olhei tristemente a travessa através do vidro fosco. Tantos planos para o jantar de hoje... E todos perdidos! Voltei a me sentar, apoiando a cabeça entre os braços cruzados, pensando pela milionésima vez onde estaria Arthur. Voltaria ainda hoje para casa?

Arthur POV


E pra onde foi toda a coragem que tinha ? NÃO SEI. Provavelmente virou capim, servindo de comida para vacas. É, bela comparação, senhor Arthur. Mas, acho que aconteceu isso mesmo... Porque, depois de sair da casa de Chay, toda a motivação que tinha para falar com Lua pareceu sumir num passe de mágica. O que eu provavelmente devo ter feito - já que não me lembrava de quase nada que aconteceu - foi ruim demais para ter que encara-la. Passei o sábado inteiro trabalhando e isso não foi muito legal, mas apenas lá eu poderia ficar em paz e pensar na besteira que fiz. Droga! - Murmurei, olhando o relógio. Já eram dez da noite, resumindo... Hora de voltar para casa! E, inevitávelmente, encarar Lua. Já na porta de casa, me sentia extremamente nervoso. Como falaria com ela ? Ela ainda estaria com muito medo de mim ?
De acordo com que meus passos iam ficando mais próximos da porta, meu nervosismo ia às alturas. Estava ficando cada vez mais desencorajado Ao cruzar a porta, senti um cheiro muito familiar. MUITO, MAS MUITO FAMILIAR! Era o cheiro da lasanha de Lua... Hm, nada melhor que comer meu prato preferido e esquecer dos problemas. Mas esse pensamento logo tratou de sair de minha cabeça, quando me deparei com aquela cena.
Lua dormia sentada na cadeira, com a cabeça sobre os braços cruzados. Estaria ela com tanto medo assim que a ideia de voltar para a cama onde dormíamos todas as noites lhe apavorava tanto assim ?Fiz uma careta diante do pensamento. Então quer dizer que a lasanha era apenas um agrado ? Ela estava com medo de que eu repetisse o ato? Oras, não sou um monstro.
Andei até a mesa, balançando-a um pouco, ouvindo alguns resmungo
- Lua, acorde. - Ela abriu os olhos, me encarando - Do jeito que está, pode ter dor nas costas. - Ela se levantou,
ainda me encarando, com os olhos vermelhos - Vamos, vá para o quarto descansar.
- Arthur... - Pausou - Tem lasanha no forno pra você
- Sim, eu vou comer - Afastei-me da porta para que ela passasse - Agora vá dormir.
- Ok.
Lua subiu as escadas, e eu fui em direção ao forno. A lasanha estava com uma bela aparência... Pedindo que eu lhe
devorasse. Fui para a sala com meu prato, ligando a TV. Pretendia ficar um pouco por ali...
Já era madrugada. Desliguei a televisão, e adentrei o quarto. Lua dormia tranquilamente... Sua cabeleira loira presa em um rabo-de-cavalo. Aquela pele... Tão convidativa à acariciar. Parecia sonhar... Tinha um lindo sorriso no rosto, quem à visse diria que estava feliz. Felicidade... Eu gostaria de conhecê-la. Desci os olhos voltando ao rosto de Lua. Minhas pernas pareciam ganhar vida própria, e, neste momento, eu só sentia vontade de lhe acariciar o rosto. Sentei-me na beirada da cama, lhe observando. Acariciei seu rosto... Sua pele realmente muito macia...
Era tão cheirosa... - pensei enquanto lhe cheirava o pescoço. Minha mão foi descendo, descendo... Parecia não querer mais sair daquele corpo.
Lua se remexeu. Me afastei, assustado. Não acreditava no que havia feito instantes atrás. Ela era a mesma Lua de sempre, sem tirar nem por. E pra piorar, sentia medo de mim.

A manhã havia sido normal... Silêncio. Um silêncio meio perturbador.
Agora que já estava na empresa, me sentia bem aliviado. Apenas ouvindo o som das teclas de meu notebook... Era bom estar sozinho de vez em quando. Ainda tentava encontrar um jeito de reverter a situação com Lua, mas pelo jeito que estava, tudo voltaria ao normal rapidamente. Ouvi batidas na porta. Pronto, é agora que o sossego acaba! Murmurei um 'Entre' meio raivoso, logo visualizando Pérola. Lá vinha aquela voz irritante perturbar meu "momento de paz"!
Tinha um bico enorme nos lábios, aparentando ser uma criança birrenta que sempre teve tudo o que queria. Abriu a boca, e eu já previa que ela iria elevar a voz comigo
- Fiquei esperando o seu telefonema o fim de semana inteiro... - Pérola falou, um pouco irritada, mas tentando se controlar.
- Não tive tempo de lhe ligar nesse fim de semana... - Murmurei sem tirar os olhos da tela de meu computador. Sua voz já começava a me irritar
- O que andou fazendo no fim de semana todo que não teve tempo de me ligar ? - Já se exaltava um pouco.
- O que tive que fazer não lhe interessa.
- Está com medo de me falar a verdade ? Tal como não teve coragem de me defender lá na festa? Por causa de seu pai ? O papai mandou e você só obedeceu... - Sentou-se na beira da cadeira com ar amuado - Você faz tudo o que o papai manda... Incluindo ficar lá e fingir que babava a sua mulherzinha horrorosa... - Pérola é boa de cama, mas quando fala consegue sempre me deixar no limite... Como se não bastasse se achar no direito de invadir a minha sala, ocupar o meu tempo e me cobrar ligações como uma namorada ciumenta ainda resolvia piorar e ultrapassar todos os limites ao falar da minha vida privada. Falar de mim e da Lua daquele jeito me irritava. Não importa o que eu pense dela, Pérola falar daquele jeito com minha mulher é algo inaceitável!
 Não fale assim. Nunca te dei o direito de se meter em minha vida. Muito menos falar da minha mulher! - Me levantei rapidamente, fuzilando-a com o olhar. Pérola ficou assustada. - Saia daqui agora! – disse apontando para a porta. Pérola se levantou, mudando imediatamente de atitude e andando até mim com ar sedutor. Sentou-se em meu colo.
- Me desculpa, Thúthúzinho ? - Colocou as mãos sobre meu peito. Fiquei calado, olhando-a fixamente sem responder.
Ela fez bico e acariciou novamente o meu peito e baixou os olhos, se fazendo de inocente.
- Eu só fiquei com ciúmes, sabe? Porque eu queria dizer para toda a gente que você era meu e não dela... Queria ser eu a estar do seu lado todos os dias e todas as noites...- Continuei a ignorá-la, esperando que ela se cansasse do papel.
- Por favor, Thuthú, me desculpa... Você sabe que eu nunca pensaria em me meter na sua vida... - Farto dela, decidi que o melhor era dispensá-la o mais rápido possível.
- Tudo bem, Pérola! Está desculpada... – me levantei, forçando-a a se afastar – E agora importa-se de ir trabalhar? Temosum dia cheio hoje...
- Eu sempre trabalho, Thuthu... – A voz melosa e a postura dengosa ainda na insistência – Trabalho muito bem, não é? Tão bem que poderia até, quem sabe, substituir a Lua como Coordenadora de Marketing... Ou como sua esposa... - O ar doce, porém, venenoso continuava, e a tentativa fraca de sedução. A Pérola realmente não tinha a mínima ideia de com quem se tinha metido... Achava mesmo que eu era um idiota?! Nunca iria enfrentar a ira do meu pai para ficar com ela... Logo com ela que é uma mulher fácil e aparenta fazer tudo por dinheiro!
- Você NUNCA substituiria a Lua. Você é minha amante e não minha mulher. Entenda isto de uma vez por todas! A minha mulher
é e sempre vai ser unica e exclusivamente a Lua. Somente a LUA, entendeu? - Disparei, assustando-a ainda mais - Saia daqui! - Gritei novamente, e percebi Pérola dar um pulinho de susto - Saia daqui agora! - Passei a mão pelos cabelos, tentando controlar a irritação.

Lua POV


Estava à pensar... Pra variar, em Arthur. O fim de semana tinha passado num clima tão estranho... Parecia tudo tão
igual e ao mesmo tempo diferente. Confuso. Bem confuso... Pensava se a noite maravilhosa que tivemos poderia se repetir... Se, eu não teria que lhe embebedar para poder passar mais uma noite com ele.
Mas, e eu não teria que lhe embebedar para poder passar mais uma noite com ele.
Para me tirar dos pensamentos [desta vez] lá estava ela. A coisinha nojenta, chata, artificial... Pérola passava,com seu ar superior, intimidativo. Mas, não, não à mim, ela nunca me intimidaria. Não passava de uma mulher sem atrativos
o suficiente para não ter que andar com um vestido curtíssimo, decote, e rebolado. Mas, o pior de tudo, era que ela tinha o que eu não tinha... Algo que, era de meu direito. Lhe olhava com nojo, e ela parecia perceber meu olhar
- Está incomodada com algo, Senhorita Blanco ? - Andou até mim, com seu clássico olhar superior - Ops, desculpe-me. É 'Senhora Aguiar'... Às vezes me esqueço que tens um marido. - Meu sangue ferveu
- Não, não estou incomodada com nada... - Pausei - Na verdade, posso até estar... Acho que tua roupa não é adequada parao ambiente de trabalho
- Sério?! - Olhou a própria roupa - Seu marido não parece se importar com o que visto... - Minha vontade era de arrancar todos os fios de cabelo de sua cabeça, mas me contentei em apertar as mãos fortemente - Sabe, senhorita Blanco... - Continuou a falar, me atormentando com sua voz - Acho que deveria preocupar-se mais com seu marido... Ele me parece tão cansado e nervoso ultimamente...
- É mesmo?! Que estranho... Durante o fim-de-semana ele parecia bem relaxado. Não que isso te interesse, não é, Pérola? - Tentava ao máximo controlar a raiva que estava sentindo, e ela parecia querer perder a pose.
- Não sei o que a Senhora fez... Mas ele parece estar muito estressado. Foi difícil acalma-lo hoje, viu ? - Sorriu debochadamente
- Pode ter certeza que é muito difícil acalmá-lo todas as noites, manhãs... Ele tem muita energia, sabia ? - Levantei-me
da cadeira, lhe olhando nos olhos. Ela por sua vez ficou boquiaberta com o que disse - Agora, pode me dar licença ? Eu quero trabalhar! - Fuzilei-a com o olhar. Pérola apenas bufou, se retirando.
Esperava o Arthur na recepção, quando avisto Pedro vindo em minha direção. Não queria que mais uma vez ele viesse falar comigo... Será que não aceitava que nós não tinhamos mais nada e que agora eu era casada ?
- Oi minha linda - Pedro chegava, encostando-se perto de mim
- Não sou nada sua, não mais - Dei um passo pra atrás, e Pedro deu um passo à frente. ARG! Em pensar que eu um dia eutinha lhe desejado... Mas agora, depois de ter finalmente uma amostra do que era o meu marido na cama, pensar em Pedro me dava vontade de rir.
- Vá lá, Lua... Podemos pelo menos continuar amigos, não? – Com os dentes muito brancos, sorriu seu sorriso debochado que neste momento me irritava profundamente – Ou o seu marido tem muitos ciúmes para deixar você ter amigos? Pelo que sei ele anda bastante ocupado com outros... - Fez cara pensativa - Assuntos. - Não era preciso ser um gênio pra perceber o veneno por trás das palavras maldosas. Mas era preciso uma grande dose de auto-controle para não demonstrar o quanto a verdade das palavras dele me feria.
- Mas olha que meu casamento parece interessar a muita gente hoje... – Não resisti em fazer este comentário – É pena que todos falem sem saber realmente do que falam... - Pedro aproximou-se novamente, pondo a mão sobre o meu ombro.
- Ahh, Lua... Não precisa fingir comigo! Eu sei que gosta mesmo daquele idiota com quem casaste... Mas todo mundo sabe que ele se perde com qualquer mulher barata e fácil... Algo que você nunca foi! - Me senti novamente ferida, e vacilei ligeiramente. Seria bom, por um momento apenas, ceder á tentação de me abrir com o Pedro, de deixar cair a máscara de esposa feliz, amada e desejada. Queria poder compartilhar com alguém a confusão que havia na minha cabeça e no meu coração, as dúvidas que me assaltavam com uma frequência ainda maior desde a noite da festa.
- Pedro... - Interrompi-me ao ver o Pedro ser subitamente puxado para trás. O meu olhar desviou-se, e vi nada mais nada menos do que o meu marido, Arthur Aguiar, agarrando o meu ex-namorado pela gola do casaco.
- Eu já te avisei antes... SE AFASTE DA MINHA MULHER! – a cara de Arthur estava vermelha, e ele largou o Pedro como se ele não fosse mais do que um pouco de lixo nojento – Se eu te vir a menos de 10 metros dela novamente, te ponho na rua no mesmo segundo! E, te garanto, que ainda levas de indeminização a cara desfeita!
- Calma... Nós só estávamos conversando... - Pedro levantou-se, arrumando a gola da camisa - Mas eu bem que queria que estivéssemos fazendo outra coisa... - Olhou-me com malícia.
Eu segurei o braço do Arthur, temendo problemas. Mesmo sabendo que ele não gostava realmente de mim, sabia também que ele nunca deixaria passar uma provocação daquelas.
- Pois vai ficar só no querer mesmo. – disse Arthur passando o braço pela minha cintura e agarrando-me possessivamente – A Lua é minha... TODA MINHA! - Passou sua boca por minha bochecha, arrepiando-me - E nem sonhando você conseguirá ter o que eu tenho!
Pedro riu, e eu tremi. Estava no meio de uma luta de galos... E o pior de tudo era saber que provavelmente nenhum deles me queria realmente... Queriam apenas brigar um com o outro, sair vitoriosos daquelas provocações infantis!
- Eu conheci cada milimetro desse corpo muito antes de você, Aguiar! Ela é uma Leoa na cama, não é mesmo ? – sorriu malicioso, Pedro estava mantendo uma distância de segurança de Arthur – E lembro-me de cada pedacinho de cabelo dela... Pelo qual não hesitarei em lutar uma vez que você parece ocupado demais paquerando todas as suas empregadas aqui da empresa... - Adquiriu tom de deboche e superioridade
- Não paquero todas as empregadas da empresa! - Arthur parecia cada vez mais furioso - Não fale assim de Lua - Cerrou os dentes - Como assim conheces cada milimetro deste corpo antes de mim?! Não vai me dizer que já teve algo com Lua, vai?!
- Já... Ela não te contou ? - Com seu clássico sorriso debochado, continuou - Tua mulher não te contou que nós fomos namorados?
- Falou bem... Eram - Arthur deu um sorriso de pena - Agora, Lua é MINHA MULHER, e eu a quero bem longe de você.
Espero que você se mantenha longe dela! - Falou com raiva, puxando-me pelo braço. - Antes de sair completamente da empresa, conseguimos ouvir o grito de Pedro
- Eu posso até tentar... Mas não lhe prometo nada - Gargalhou alto.

Arthur POV

A raiva me consumia. Ver Pedro assim tão perto de minha mulher me deixava maluco... Queria poder quebrar todos seus dentes! E é claro que o faria, se lhe visse novamente tocando em Lua.
Será que os dois já haviam ficado mesmo juntos ? Não podia nem queria pensar que ele um dia já havia tocado em Lua...
Que já havia tocando em MINHA Lua! O jeito como falava dela... Era um atrevido FDP!
- Você já teve mesmo algo com ele? - Falei, abrindo a porta de casa e batendo com força a mesma a mesma - O que já rolou entre você e o Pedro? - Lua gemeu em protesto
- Arthur...
- Fala! - Elevei a voz - O que vocês dois já tiveram?
- Eu e ele éramos namorados e... - Hesitou em continuar
- E... ? - Encorajei-a
- E eu gostava dele... Mas terminei o namoro quando meus pais morreram - Graças a Deus! Quer dizer, não os pais dela terem morrido, apesar dela ter se separado dele. Ahh, vocês me entenderam! Mas não era isso que queria saber...
- Sei, mas eu quero saber o que já rolou mesmo entre vocês - gesticulei, sem saber o que falar - Se é que me entende...
- Arthur... - Lhe repreendi com o olhar - Já, já. Nós eramos namorados, afinal. - Droga! - Mas, você não tem nada a
ver com isso! Pedro fez parte do meu passado. Já a Pérola... Faz parte do teu presente! - Pérola, Pérola, Pérola... E
eu lá queria saber da Pérola! A única coisa em que pensava agora era minha mulher nos braços de outro homem!
- VOCÊ não tem nada a ver com o que acontece entre mim e Pérola! -
- Então se encarregue de mantê-la afastada de mim, porque não gosto nem um pouco de lidar com gente da láia dela!
- O que quer dizer com isso ? - Franzi o cenho.
- Que espero que mantenha sua amantezinha bem afastada de mim! - E por um acaso Pérola já havia se aproximado de Lua?!
Que eu me lembre, minhas ordens sempre foram muito claras... Entre mim e minha mulher, ela NUNCA se meteria!
- Da para ser mais clara ? - Falei entre dentes
- Eu estou tentando dizer, que Pérola foi falar comigo hoje, e fez QUESTÃO de esfregar na minha cara que tem algo
contigo! - Mas o que Pérola tem na cabeça, por Deus?! Agora ela já havia passado de todos os limites... - Agora... Ou você da um jeito nela, ou eu mesma dou! - Lua falou com raiva, subindo as escadas rapidamente. Mas, que jeito eu daria, afinal?! Pérola havia saído dos termos de ser minha amante... Agora, teria que escolher entre tira-la de vez da minha vida, ou ficar com ela...

Alguns dias haviam se passado, e minha irritação só aumentado ainda mais! Acabei optando por tirar Pérola de uma vez da minha vida... Isso evitaria que Lua arrumasse alguma briga com ela, o que, poderia provocar uma briga entre eu e meu pai, coisa que eu menos queria.
Estava muito sobrecarregado ultimamente... E esse calor infernal não ajudava em nada!
O toque de meu celular soou, me fazendo ficar ainda mais irritado. Até isso estava me irritando ultimamente.
- O que é?- Falei com raiva
- Arthur, onde está o respeito que tem com seu pai ? - Meu pai se mostrava irritado, mas logo rindo quando me ouviu bufar.
Meu pai adorava me ver irritado, fosse como fosse. Ele achava muita graça
- Desculpe, pai. Já estou irritado, sem saber o que fazer. Nestes ùltimos dias, parece que tudo vem desandando. Até
esqueci-me de olhar o visor pra saber quem era - Murmurei, passando as mãos nos cabelos
- Você anda muito cheio de trabalho, meu filho. Deveria tirar umas férias... Tem a chácara da família, que acha ? -Ótimo! Férias... Longe de trabalho, de irritação.
- Claro que quero!
- Então tá combinado... Vou ver que dia vamos - VAMOS? No plural?
- Iremos ? Quem mais vai ?
- A família toda. - Meu queixo caiu - Vou telefonar para todos... Férias em família, vai ser bom - Falou, parecendo feliz.
- Então vou ficar esperando sua ligação, pai... Abraço.
- Tchau, filho. E mande um beijo à Lua, ela também está precisando de férias e tenho certeza que vai adorar a idéia! -
desliguei o telefone, suspirando. Tinha uns primos malas, que enchiam o saco... Mas, por outro lado, tentaria
relaxar. Acho que meu pai chega a ter razão, Lua também está precisando tirar férias... Nós dois precisávamos. E eu me
esforçaria ao máximo pra tirar todos os problemas da cabeça.

Lua POV

Percebia, cada vez mais, que no decorrer dos dias Arthur vinha ficando cada vez mais cansado. Está certo, nós mal
trocávamos palavras desde o incidente com Pérola, mas ele mal chegava e já caía no sono, muitas vezes sem nem mesmo jantar. Só havia estranhado algo hoje... Assim que chegamos, havia dito que queria falar comigo. Isso era raro. Na verdade, isso era MUITO raro.
Ouvi os passos de Arthur descendo as escadas.
- Lua? - Chamou-me. Me virei, observando-o
- Sim?
- Meu pai me ligou de manhã, propondo que tirássemos férias... - Férias ? Seria uma boa... - O que acha ?
- Acho bom... Quando vai ser ?
- Ele acabou de me ligar, disse que é daqui à cinco dias
- Hm, ok... - Cinco dias ? Teria que arrumar muitas coisas... - Arthur concordou com a cabeça - Quanto dura daqui pra lá?
- Umas três horas, por aí...
- Está bem... - Falei, colocando sua comida. É, talvez tirar férias fosse muito bom!

Sophia mostra seu amor pela saga Crepúsculo

Na noite de terça Sophia postou no Instagram uma foto do trio da saga crepúsculo , com post do novo filme Amanhecer confira:



Será que a loirinha e fã da saga ? ❤ 

Manu Gavassi Posta Foto Instagram Dela e Chay aos Beijos.




Parece que um dos nossos casais  finalmente assumiu que é namoro! Manu Gavassi postou ontem no instagram uma foto mega fofa: com a legenda “Love is you”, ela aparece beijando o lindo do Chay Suede, para delírio das fãs!
Não é a primeira vez que os dois postam fotos “in love” no instagram! Na semana passada, eles publicaram imagens super fofas um do outro, com legendas como “Gatinha”, “Luv” ou apenas um coraçãozinho. Own!

Depois de viajar com Giovanna Lancellotti, Arthur Aguiar mostra bronzeado e fala sobre Rebeldes




O ator Arthur Aguiar está aproveitando  as férias da TV para viajar com a namorada, Giovanna Lancellotti, e pegar um bronzeado nas praias do Nordeste. Em entrevista ao R7 durante o Prêmio Extra de TV, realizado nesta terça  no Vivo Rio, Arthur afirmou que está feliz com o tempo livre.
— Consegui aproveitar bem o final de semana. A gente teve uma folguinha no Nordeste e deu para curtir.
Sobre a turnê de despedida da banda Rebeldes, Arthur foi só elogios na hora de falar sobre os 11 dias que permaneceu em turnê.
 — Foi incrível. Não fiquei lá direto porque estou gravando o CD com o F.U.S.C.A, mas fizemos shows quinta, sexta, sábado e domingo, e no outro fim de semana fizemos sexta, sábado e domingo. Foram sete shows ao todo, e todos os lugares pelos quais nós passamos estavam lotados, com a galera cantando todas as músicas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Metamorfose - Capitulo 3

 
                                         Capítulo 3 - Surpresas e mudanças de comportamento.




Lua POV



Que será que aconteceu para Arthur sair daquele jeito do escritório de seu pai ? Seriam problemas na empresa ?

Eles brigaram ? AAAAA que aflição. Eu queria saber por que Arthur estava tão nervoso daquele jeito.

- Arthur, o que aconteceu com você e seu pai ?
- Nada, Lua, nada. Não enche o saco, vai.
Me perguntava se eu era tão ruim assim como Arthur falava. Eu simplesmente o amava, será que isso era algum
pecado ? Não gostava que me tratasse mal. Se era para ser assim, por que então me pediu em casamento ? Eu acho
que não sou tão monstruosa assim... É simplesmente porque a morte dos meus pais me fez perder a vontade de fazer
certas coisas...
Ao entrarmos em casa, fui direto para o quarto tomar banho. Não gostaria de prolongar aquela noite.

Risadas ecoavam no carro dos Blanco.
- Não acredito que estamos de férias! E vamos viajar para Orlando! Pai, vai mais rápido, ou vamos perder avião! –
Lua dizia sorrindo
- Calma, minha filha. Vamos chegar a tempo! Não se estresse! – seu pai ria de sua pressa
- Tá bem. Mas vou sentir saudades das minhas amigas, do Pedro...– Lua disse cabisbaixa
- Calma, minha filha. É só um mês. Logo, logo você estará de volta para as suas amigas – seu pai virou pra trás
por um segundo e sorriu, mas não durou muito tempo.
- CUIDADO! – ouviu-se um grito e uma forte luz na direção de Lua, foi o bastante pra ela ver o rosto dos pais
desfocados e perder os sentidos logo depois. 



Pingos de suor rolavam por todo meu corpo, e aquela lembrança de meus pais me fez chorar automaticamente.
Desde que se foram, me sentia completamente sozinha.

Arthur POV



Um grito. Acordei assustado, e corri para ligar a luz. Encima da cama, Lua estava toda soada, tremendo,
chorando e soluçando.
- Lua, está tudo bem ? - Quando me dei conta, já estava abraçando-a
- Arthurr... - Falou com a voz embargada pelo choro
- Shhh, calma Lua, vai ficar tudo bem - Cherei-lhe os cabelos. Tinham um aroma delicioso
Eu sentia pena de Lua. Nunca havia lhe perguntado o porquê de acordar assim, tão assutada, mas conseguia ver
pânico e tristeza em seus olhos.
Coitada, certamente deveria se sentir mal por perder as únicas pessoas que realmente podiam gostar dela. Poderia
até chegar a ter remorso por ter lhe roubado a oportunidade de ter alguém que a consolasse durante à noite, e que à amasse. Mas que homem iria querer uma mulher como Lua ao seu lado ? Eu adorava todo tipo de mulheres, e mesmo assim só suportava sua presença na cama por causa dos malditos pesadelos com que ela acordaria a vizinhança inteira.
Aos poucos, foi parando de chorar.
- Agora está tudo bem ? - Perguntei
- Acho que sim... - respondeu num sussurro
- Ótimo - respondi, soltando-a bruscamente - Agora finalmente voltaremos à dormir
- Arthur... - sua voz irritante me fez olha-la novamente
- Diga logo, Lua. Não tenho a noite toda - Vi uma lágrima cair no lençol. Sua fraqueza e suas lágrimas constantes
me irritavam profundamente.
- É que... E-eu só queria que me abraçasse um pouco mais - fez uma pausa - queria que me ajudasse à esquecer -
continuou. Apaguei a luz, voltando para a cama, me deitando virado para ela
- Tá, tá bom Lua - Bufei - Segure meu braço mais um pouco. Mas que fiquei bem claro que é apenas porque preciso
dormir e não quero ser acordado por seus gritos irritantes novamente.


Lua POV


Quando Arthur me abraçou e eu pudi inalar seu perfume gostoso, comecei a me sentir mais calma. Como era bom
estar em seus braços... - deitei-me em seu peito, espalmando minha mão em seu tórax
Mas logo a seguir me tratou com tanta indiferença e brusquidão que me senti a pessoa mais horrenda e
insignificante do mundo! Ele sempre me consola quando acordo lembrando o acidente...mas sempre é bruto no instante seguinte. Eu era boba, acabava sempre a mendigar um carinho dele... Dormir assim, abraçada ao seu braço musculoso e sentir a pele dele em meu rosto era tão gostoso...mas será que eu mereço a forma como ele me trata? Eu o amo tanto... Mas ele não merece esse amor! Ou sou eu quem não merece o amor dele? Seria tão fraca e feia assim como ele dizia... ?
Bocejei. O sono voltava, mas minha cabeça só tinha espaço para duas coisas: Arthur e eu. Eu e Arthur... Teria
ele alguma razão em especial para me desprezar tanto assim ?
Ainda perdida dentro da minha própria mente, acabei adormecendo sem chegar à conclusão alguma.

Arthur POV


Acordei sentindo algo quente ao meu lado... Era Lua. Nós estávamos agarrados. Arrrr! Pelo menos consegui dormir...
Joguei-a de lado, ouvindo-a resmungar baixinho, e fui tomar meu banho. Seria um longo dia.
Me troquei, e acordei Lua
- Lua - chacoalhei - Luaaaaaaaaaaa - disse um pouco mais alto
- Sim ? - Falou sonolenta
- Acorda e se arruma. Tô com fome - Fiz cara de cachorro abandonado. Ela sorriu.
- Ok, ok. - e saiu rumo ao banheiro. Desci e liguei a televisão, e lembrei-me de meu pai.
Será que ele tiraria mesmo a presidência da empresa de mim ? Ou seria só uma mera ameaça ? Não deveria ter
discutido com ele e saído daquele jeito. Que será que ele faria comigo agora ?

Lua POV

- Que bom que você lembrou que eu existo, Soph - Fiz drama no telefone, girando na cadeira de minha sala.
Quando Sophia embarcava em um cara, ela esquecia tudo ao seu redor, menos o trabalho.
- Não faça drama, Lu. Você sabe bem como eu sou - ri
- Sei, sei.
- Liguei pra te perguntar se quer almoçar comigoooooooooooooo *-*
- Claro que quero. No restaurante de sempre ?
- Sim, sim. Te vejo daqui meia hora. Vai me contar tudo que tá acontecendo, ouviu ? - Fez voz de raiva. Ela
odiava Arthur com todas suas forças.
- Aiiiiiiii, Soph. Ok, ok. Tchau. Beijo.
- Beijo.

Arthur POV

Bateram na porta, mandei entrar. Era Pérola.
- Thúthúzinhoooo, vai me levar na festa mesmo, não vai ? - Sentou em meu colo.
- Claro que vou, Pérola.
- Acho bom. Agora me diz... Já que vai me levar na festa, poderia me dar uma jóia, não é mesmo ?
- Posso e vou. Você está merecendo.
- Hmmmmm, estou é ? - me beijou - Quero um colar, bem bonito e chamativo.
- Você quer, você vai ter. Te encontro hoje à noite no mesmo lugar ?
- Claro! Agora vou trabalhar. - Me beijou - Tchau.
- Tchau.
Pérola era um tipo de "ficante fixa", então deduzi que talvez ela merecesse mesmo esta jóia. Não iria gastar
meu dinheiro, óbvio. Até porque, meu pai iria saber e provavelmente perguntaria à Lua se a jóia era para ela. E
como ela também não consegue mentir pra ele... Iria pegar uma jóia dela mesmo.

Lua POV

- Sophiaaa! - Abracei-a, entrando no restaurante e me sentando em frente à ela.
- Lu, que saudades de você *-* - falou com os olhinhos brilhando
- Não tenho culpa se me esquece - fiz cara de brava
- Aii, para com isso. Agora me conta tudo que tem acontecido. Como o idiota do Arthur anda te tratando ?
- Ei, não o chame de idiota - repreendi - Eu sei que vocês nunca se deram bem, mas...
- Nunca nos demos bem porque ele sempre te tratou mal! Só você parece não ver isso! - Tentei defender o Arthur,
mas a verdade é que no fundo sabia que a Soph tinha razão. Vendo a minha cara, ela resolveu mudar de assunto.
- Mas não vamos perder tempo falando do Arthur...até porque a única coisa que valeria a pena discutir seria a
melhor forma de tortura e morte lenta a usar nele... - Sophia parou diante de meu olhar de censura - Ok ok! Parei!
- Agora me conta você, como foi com o ultimo cara ? Qual era o nome dele ?
- Era um lindão, mas não queria nada sério... O nome dele era Chay, e ... - Assim, continuou a me contar. Várias
risadas contagiavam o ambiente, e neste momento - pelo menos - com minha melhor amiga, eu me sentia feliz.

Arthur POV

Depois de uma tarde cheia, eu e Lua já havíamos chegado em casa. Ela estava no banho e eu me lembrei neste
momento do pedido da Pérola. Fui até á caixa de jóias que Lua guardava em cima da cômoda e abri. Um colar grande
e vistoso. Tinha vários, na verdade, mas na sua maioria eram simples e quase sem pedras. Escolhi o mais brilhante,
com uma ametista e diamantes em volta. Pérola iria adorar...e quem sabe isso não me desse direito a um agradecimento
digamos...especial?
Coloquei-o no bolso quando um grito atrás de mim me sobressaltou.
- Que está fazendo ? - Lua gritou quase no meu ouvido. Me assustei
- Nada! – me denfendi ainda a tentando me recuperar do susto.
- Me dá isso aqui – grtou novamente tentanto agarrar a minha mão – Isso é meu, Arthur!
- Nada disso – desviei – Isto é uma jóia! Você tem jóias a mais para uma mulher sem graça e que nunca se arruma! E
neste momento, eu preciso dessa! Ficam muitas aí na caixa!
- Arthur, essa jóia é minha! – repetiu ainda a tentar agarrar o colar que eu afastava dela.
- ERA sua! Agora é minha também, lembra? O que é meu é seu e esse papo todo que se diz no casamento?
- Arthur... – insistou com voz chorosa esticando-se para alcançar a minha mão – Esse colar era da minha mãe! Me
devolve isso agora! Ele é muito importante pra mim!
- Ah! Lua Você tem várias jóias que eram da sua mãe e não usa nenhuma delas! Jóias, principalmente as vistosas como
essa, foram feitas para que mulheres bonitas as usem! O seu pescoço não vale uma jóia destas...seria quase uma
ofensa á memória da sua mãe! - disse já aborrecido com a insistência dela – Prometo que ela vai brilhar muito mais
usada pela próxima dona dela!
- Você não tem esse direito, Arthur! Me devolva o colar já! - tentou mais uma vez pegá-lo da minha mão.

Lua POV

- Ai Lua, que saco! - desviou a mão mais uma vez de meu alcance, com uma expressão de aborrecimento - Já disse que
isso aqui é pra ser usado por uma mulher bonita! Sua mãe provavelmente me agradeceria por tirá-la de você! -Eu não
aguentava mais. A raiva e o desespero me consumiam. Como se não bastasse me desprezar e insultar, Arthur queria
oferecer uma das minhas jóias para outra mulher? Provavelmente uma das muitas “mulheres bonitas” da vida dele! Ele
era REALMENTE um verdadeiro idiota, como dizia Sophia! Uma pedra de gelo incapaz de qualquer sentimento que não fosse centrado nele mesmo. Com todos os soluços e lágrimas que ele me provocou ao longo deste ano de casamento na memória, o tapa na cara
dele saiu antes que eu conseguisse sequer pensar direito
- Por que fez isso Lua ?! - gritou com a mão no rosto, no lugar onde eu havia batido – Ficou louca?!
Eu o olhava atônita, completamente chocada com o que eu mesma havia feito. Eu tinha batido no Arthur! Depois de
quase um ano de humilhações, pancadas e lágrimas...Eu tinha mesmo lhe batido! E, para minha surpresa, sentia-me
incrivelmente bem com isso.
Levantei de novo a minha mão para olhá-lo, ainda mal acreditando na coragem que tinha tido. Arthur me agarrou pelo pulso com força.
- Nem pense em repetir a graça! – disse quase rosnando na minha direção – Do meu pai QUASE admito isso...Mas de uma coisinha insignificante como você...Não admito mesmo! Não sou saco de pancadas de ninguém!
- E por acaso eu sou, Arthur ? – Falei – Você me bateu quantas vezes mesmo desde que nos casamos? - fiz cara inverrogativa - Já perdi as contas!
Ele ficou mudo, mas apertou meu braço ainda mais forte. No entanto, pela primeira vez, eu não me sentia intimidada
pela força dele. Queria bater? Pois batesse...eu iria bater também!
- Você pode falar o que quiser de mim, Arthur, mas da minha família não. A jóia é de MINHA MÃE e vai ficar COMIGO! – disse com firmeza, fixando o olhar no dele - E não mexa mais em minhas coisas sem minha autorização, entendeu ?
Sem me importar com o machucado, o forcei soltar meu pulso, que já estava vermelho. Peguei o colar que, no meio
da briga, tinha caído ao chão.
- E já agora, Arthur...fique sabendo que a insgnificância acabou por aqui!
Virei costas e sai do quarto, com o pulso dolorido e o colar da minha mãe bem seguro junto ao peito. Arthur tinha
ultrapassado todos os limites. E a partir de hoje, as coisas na casa Aguiar iam mudar...Ah, se iam!

Arthur POV

Olhei Pérola adormecida ao meu lado e me levantei, tentando não a acordar. Depois de sair de casa, tinha-lhe
pedido, não, na verdade, eu tinha lhe ORDENADO que me encontrasse no hotel onde costumávamos ir. Precisava espairecer e gastar alguma da energia acumulada durante a briga...se não fizesse isto antes de encontrar com Lua novamente, nem quero pensar no que poderia lhe fazer. Aquela...coisa! Tinha tido o descaramente de me bater!
Olhei de novo para a Pérola e passei a mão pelo cabelo, apertando a camisa. O pior é que graças a ceninha que Lua
fez, ainda não tinha jóia nenhuma para lhe dar...e faltavam apenas cinco dias para a festa.
Ainda não conseguia pensar racionalmente acerca de Lua. Em vez de baixar a cabeça e choramingar um pouco, como
sempre, ela tinha-me dado um tapa. Um tapa!... E as palavras que tinha dito: " Fique sabendo que a insignificância
acaba por aqui." Quem é que ela pensava que era para falar comigo assim?
No entanto, tinha de admitir que havia me assustado um pouco. Nunca tinha lhe visto assim tão...decidida! Seria
aquela atitude toda apenas fogo-de-palha? Ou duraria mesmo?
- Thúthúzinho... – a voz sonolenta da Pérola a acordou-me de meus pensamentos – Já escolheu a minha jóia ?
O bater de pestanas, e a voz melosa que neste momento só me provocava enjoo. Tentei desconversar.
- Ainda não...estou procurando algo especial - menti.
- Hmm, ok. – Sorriu sedutoramente e voltou-se para o outro lado, deixando a perna descoberta. Olhei-a
desinteressado. Já tinha obtido dela o que queria por hoje.
- Vou embora, Pérola. – disse retirando dinheiro da carteira para pagar o quarto colocando-o na cômoda – Te vejo na
empresa amanhã.
Peguei no casaco e saí. Entre a briga com a Lua e a jóia para Pérola, tinha bastantes problemas pessoais a
resolver. Ignorando ambos, fui para casa tentar descansar um pouco.

Lua POV

Acordei sentindo o claro em meu rosto. Fui até a janela, e já era um lindo dia ensolarado. Sábado. Arthur saíra ontem após nossa discussão e não o vira mais. Hoje era um dia em que eu gostava de limpar a casa... Era como terapia para mim! Me fazia esquecer das coisas... Talvez conseguisse esquecer um pouco de Arthur!


Arthur POV

- Bom dia Thúthúzinho... – a voz melosa e irritante da Pérola fazendo-me repensar a ideia de um novo encontro tão cedo – Sentiu saudades da sua Pérolazinha, a sua jóia mais preciosa?...
Fiz um sorriso falso enquanto me aproximava da cama. Ela pestanejou sedutora enquanto começava a correr as mãos pelo meu peito, desapertando alguns botões da minha camisa.
- Thuthú...por falar em cadê minha jóia para a festa? – a voz meia sussurrada enquanto me mordiscava a orelha.
Passei as mãos pelas costas nuas dela.

Sábado cansativo. Pela primeira vez, iria voltar cedo pra casa. Tô quebradão pow, e nada melhor que um banho
pra relaxar, não é mesmo ? Subi as escadas, peguei a toalha, e fui tomar um banho. Assim que adentrei o banheiro,
vi uma cena tentadora. Mordi o lábio.
Uma mulher loira de cabelo cacheado, com o bumbum empinado, coxas de fora devido à seu short curtissímo, limpando o chão do banheiro. Deduzi que fosse uma nova empregada.
Mas não dava pra resistir... Fui até ela e agarrei-a sem dó, puxando-a pela cintura encostando seu bumbum no meu
"Arthur.Jr" [n/a:KKKKKKKKKtenso] que já dava sinais de vida. Ela se assustou
- Olha só... - murmurei, cheirando seu pescoço. - A nova empregada é muuuuuito gostosa. - Passei a mão por suas coxas, tentando subir minhas mãos para sua barriga, na tentativa frustrada de tirar sua blusa molhada.
- Arthur, me larga - deu um tapa em minha mão, se virando. N-não creio... Era Lua ? LUA ? [O,O] - O que você está fazendo aqui ? - falou entre dentes
- N-nada - Gaguejei, não tirando os olhos de sua blusa molhada, que deixava os seios transparecerem.
- Então saia daqui agora - Ordenou - E TIRE OS OLHOS DE MIM - Gritou, me empurrando para do quarto.
Saí de casa... Precisava desabafar com um amigo. Hm, Chay *risos* tempo que não falava com ele. Seria total diversão, além de talvez, organizar meus pensamentos.
- Caralho, você agarrou tua mulher ? - Chay perguntava espantado
- Agarrei. Agora não me pergunte por quê. Tô confuso. Nunca reparei que ela tinha uma bunda daquelas - Fiz cara
maliciosa
- A, há. Não fale muito, se não vou pra tua casa observar. Cineminha bom, hein! - gesticulou com as mãos uma tela,
fazendo uma careta engraçada.
- Se atreva. Quebro todos seus dentes
- Calma aí cara. Não precisa ficar com ciúmes. Ela nem me conhece, então quer dizer que o bonitão aqui não é ameça.
AINDA - Troxão. ri
- Palhaço. Não tô com ciúmes. Que história é essa ?
- Caralho, você agarrou tua mulher ? - Chay perguntava espantado
- Agarrei. Agora não me pergunte por quê. Tô confuso. Nunca reparei que ela tinha uma bunda daquelas - Fiz cara 
maliciosa
- A, há. Não fale muito, se não vou pra tua casa observar. Cineminha bom, hein! - gesticulou com as mãos uma tela,
fazendo uma careta engraçada.
- Se atreva. Quebro todos seus dentes
- Calma aí cara. Não precisa ficar com ciúmes. Ela nem me conhece, então quer dizer que o bonitão aqui não é ameça.
AINDA - Troxão. ri
- Palhaço. Não tô com ciúmes. Que história é essa ?
- Ahh, mas você está com ciúmes SIM. Tava me contando agora à pouco que um monte de carinhas que encontram com ela ficam agarrando, beijando. E você provavelmente fica vermelho de ciúmes, é antipático com eles, fica bufando de raiva. É típico de você, Arthur. Te conheço.
- Conhece nada. Quem te garante ?
- Posso perguntar pra loirinha lá então ?
- Loirinha ? Quem te deu liberdade pra falar dela assim ? Tu nem conhece ela, cara.
- Pois podíamos mudar isso... Quero conhecer a famosa Lua. Deve ser tão bonita quanto o nome, não exagera meu filho!
- Ahh, você vai ver. De bonito ali, só o nome mesmo. - Pensei um pouco, havia mais coisas a serem ditas - Mas ontem
ela me assustou! - desabafei
- Assustou como ? - Droga! E a vergonha de lhe contar tudo ?
- Tentei pegar uma jóia dela, e ela me deu um tapão - Chay se espantou
- Ela ? - assenti - Te deu um tapa ? - assenti denovo - Bem feito! - Soltou uma risadinha
- Como assim bem feito?
- Bem feito mesmo. Pra quem era a jóia? Aposto que pra sua mãe não era.
- Era pra secretária...
- Aí, viu ? Tu deu mancada, não pode fazer isso com ela. Ia gostar de ser traído ?
- Não, claro que não.
- Então pronto. Agradeça por ela ainda não ter tacado fogo nas suas roupas. - ri
- É um mané mesmo...

Lua POV

- O Arthur te agarrou ? Como assim Lua ? - Sophia falava abobada
- Isso mesmo que você ouviu. - ri da expressão dela
- Deus... Isso não muda o fato de eu odiá-lo.
- Eu sei, Soph, eu sei...
- Mas que ele é lindo ele é, né ?
- SOPHIAAAAAAAAAAAAA. Olha o respeito. - Comecei a rir, ela era muito cara de pau - Maluca.
- Mas é verdade. Só que minha cabeça e coração só tem espaço pro Chaaaaaaaaaay - suspirou
- Awn, que munitinha. Não tira o Chay da cabeça - falei apertando sua bochecha
- Idiota - Deu um tapa em minha mão - Mas é sério que ele te encoxou Lua ?
- JÁ DISSE QUE SIM, SOPHIAA. Que coisa. - ela riu - Mas eu já estou cheia dessa situação...
- ALELUIAAAA! - Falou, colocando as mãos para o alto.
- Já cansei de ser saco de pancadas dele - fiz uma careta
- Ele é um idiota, Lua. Tá na hora de não abaixar mais a cabeça pra ele. Apoiada - sorriu.

Arthur POV

Alguns dias haviam passado... Mesma rotina. Sexta-feira, festa seria hoje à noite. Me divertia com Pérola, já havia lhe comprado seu colar... Ela provavelmente satisfaria todos os meus dejesos...Iria bem acompanhado à festa. Tudo
perfeito.
Cinco da tarde... Eu, diariamente, iria para a recepção pegar Lua para irmos embora. Mas, misteriosamente, ela não veio trabalhar hoje. Estranhei... Lua nunca havia faltado no trabalho, por mais que fosse mulher do presidente da empresa. Mas, pouco importa. Hoje eu iria me divertir demais.
Acabava de me arrumar quando Pérola ligou:
- Thúthúzinho, vai demorar muito ? - Perguntava com sua voz melosa e irritante.
- Não, Pérola. Não vou demorar. Jajá estou na sua porta. - Respondi sem paciência alguma.
- Ok. Beijo. - desligou sem me deixar responder. Ótimo.
Passei perfume, e pronto. Entrei no carro e depois de alguns minutos, já estava na porta de Pérola,
que usava um vestido curtíssimo vermelho e escândaloso. Revelava suas coxas razoáveis, e pernas depiladas. Nada que me chamasse tanta a atenção assim, mas... Ela era gostosinha.
- Vamos Thúthú ? - Me beijou
- Vamos. - me limitei a responder.
Chegamos à festa. Não era nada do que estava acostumado à frequentar... Sim, era pra arrecadar dinheiro, mas tinham luzes, como uma balada. Bebida - claro - várias mesas e muuuuuuuuitas mulheres.
- Thúthúzinho, quero beber alguma coisa - Pérola se pronunciava, me olhando de um jeito estranho.
- Vem comigo. - Puxei-a. Nos sentamos no balcão, e percebi que ela, numa tentativa frustrante, queria me seduzir. Como eu não era bobo nem nada, tentei puxá-la para um beijo. Mas foi em vão. Senti uma mão me puxar pra atrás. MAS QUE POHA É ESSA ? MEU PAI?! QUE ELE FAZIA AQUI ?
- O que está fazendo, Arthur ? - Falou, com raiva
- Talvez, tentando beijar uma mulher. Mas o senhor atrapalhou - fui irônico
- HAHAHA - riu sarcástico - Você vai beijar uma mulher, mas não vai ser uma vagabunda qualquer - Hãn ? Mas o que... ?
- Que quer dizer ? - Perguntei confuso
- Arthur, venha comigo. - Puxou-me
- Mas e ela ? - Apontei para Pérola
- Ela vai embora - pronunciou um pouco mais alto, para que Pérola escutasse. Ela fez menção de abrir a boca, mas ele
logo lhe cortou - E vai sozinha. - Ouvi Pérola soltar um gritinho histérico e bufar.
- Pra onde o senhor está me levando ? Apropósito, que o senhor faz aqui ? - Estava irritado.
- Arthur, calma. Está surtando assim porque aquela vadia foi embora ? Você tem coisa melhor para apreciar esta noite.
- Tipo ? - Me interessei, que será que me aguardava ? Vindo do meu pai, isso era muito estranho. Mas logo o interesse deu lugar à surpresa. Eu e meu pai paramos em frente à uma mulher loira, de cabelos cacheados. Tinha o corpo escultural, usava um vestido azul escuro e tinha uma bunda.... Ha, ha... Mas que bunda hein! Calma, fica quietinho aí dentro da calça amigão.
De repente ela se virou, fazendo com que meu queixo caísse.
- Lua Blanco Aguiar - Meus olhos pousaram em seu decote. E que decote... Pera aí, para tudo! Meu pai disse em alto e bom som, sorridente, que ela se chama Lua ? Aguiar ? Lua Blanco Aguiar ? A MINHA Lua?! Aquele ser de roupas largas e coque sem graça desapareceu e deixou aqui este ser feminino e maravilhoso?! 
Não sei que milagre aconteceu aqui, mas por uma mulher destas, eu quase teria casado de boa vontade! Háaa...não teria não, afinal, apesar de agora parecer bonita ela continua a ser a mesma Lua de sempre... sem graça e sem personalidade nenhuma! Olhei-a novamente, para me certificar que não estava num mundo paralelo. Apesar de completamente diferente parecia que sim...era mesmo a Lua. A minha mulherzinha Lua! Subi o olhar por seu corpo, apreciando cada curva totalmente
desconhecido para mim. Sorri apreciativo...e depois fiquei hipnotizado pelos olhos dela. Aqueles olhos castanhos amendoados, com um toque de orgulho e insegurança... Fiquei zonzo por uns momentos.
- Arthur... - o quase sussurro dela trouxe-me de novo á realidade.
- Mas o que está acontecendo aqui afinal? - perguntei ainda chocado - Desde quando você se arruma toda Lua? - Lua abaixou a cabeça, perdendo um pouco do brilho que apresentava antes. Esta Lua, de cabeça baixa e encolhida já começava aparecer mais a minha mulher.
- Você não gostou? Não estou... bonita ? - Sorriu torto, mostrando-me de novo aquele sussurro quase amedrontado.
Olhei de relance para o meu pai, que se mantinha ao nosso lado de braços cruzados e olhar feio fixo em mim. Suspirei.
- Está bonita sim, Lua... Muito bonita. - baixei o tom de voz numa tentativa de que o meu pai não ouvisse - E é precisamente esse milagre da Natureza que me surpreende... - Meu pai se aproximou de mim, sussurrando, colocando a mão em meu ombro 
- Esta noite você não pode dizer que a sua mulher não tem a imagem adequada á esposa de um presidente da empresa. Por
isso aproveite e cole nela a noite inteira, me ouviu bem? - Assenti, ainda confuso. Não podia nem pensar em fugir...E se já tinha casado... Aguentar uma festa mais não seria um drama. Principalmente com a nova versão da Lua!
- Não se preocupe, pai. Faço sempre o que me mandam, não é? - perguntei sarcástico, me afastando enquanto agarrava Luapelo braço.
- O que você está fazendo aqui ? - sussurrei já longe dos ouvidos do meu pai - Não era pra você vir nessa festa!
- Pra falar a verdade, nem eu mesma sei porque vim... - abaixou a cabeça, insegura.
- Como assim não sabe? - passei a mão pelos cabelos, nervoso.
- Não sei, Arthur! Mas não terá que colar em mim como seu pai pediu. Aliás, vou me afastar agora mesmo, não se preocupe ! - Lua falou enquanto se virava para se afastar. Lhe parei
- Aonde você vai ?
- Vou pegar alguma coisa pra beber.
- Desde quando você bebe ?
- Desde quando você se importa ? - me surpreendeu, dando um sorriso largo e saindo. Fui atrás. 
- Desde que a minha mulher aparece numa das festas da empresa. Não quero que me envergonhe ficando bêbeda e muito menos ter que te aturar de ressaca. Apropósito, desde quando você tem essa aparência?! - perguntei olhando de novo seu corpo escultural.
- Desde sempre, segundo meus amigos... - Lua e seus amigos! - Agora chega, que esse papo tá muto cheio de 'desde quando'. - Nesse instante, um amigo sócio meu apareceu.
- Arthur! - Me abraçou - Grande Arthur! - sorriu - Vou confessar, sua mulher é linda. Linda mesmo - mordeu o lábio, lhe olhando com malícia.
- Pois é, né ? Eu também acho ela linda! - sorri cínicamente. - É uma pena pra você que ela já tenha dono, certo ?
- Uma pena mesmo. - olhou-a dos pés à cabeça uma vez mais, prendendo o olhar em seus seios.
- Obrigado - Lua sorriu tímida - Seu nome é ?
- Bruno. - O panaca sorriu de volta.
- Lua, vamos ali cumprimentar uns amigos meus ? - Cortei o barato de meu "amigo".
- Mesmo ? - Lua fez uma careta
- Sim, mesmo. - sorri disfarçando - Desculpa cara. Qualquer dia desses a gente para pra conversar com você - fiz cara de pena.
- Bom, foi um prazer lhe conhecer. - Duplo sentido ? Esse viado realmente não sabe onde está se metendo. Bruno lhe olhou uma ùltima vez, antes que eu à puxasse pelo braço, lhe tirando dali o mais rápido possível.
- Que foi Arthur ? - Fez cara surpresa
- Que foi Arthur ? - Fez cara surpresa
- O que foi ? O QUE FOI ? Você ainda pergunta ? Não, primeiro o idiota chega e...- Disparei, bravo
- Calma Arthur - sorriu - eu nem bebi o que queria - fez biquinho. [Ownthahahaha]
- Ok, Lua, ok. Vamos lá no bar pegar alguma coisa pra beber, e depois a gente se senta na mesa onde meus pais estão.
- Ok - sorriu animada. Saímos em direção ao bar, Lua sendo acompanhada pelo olhar de milhares de marmanjos. Mas que merda! Pegamos a bebida e saí lhe arrastando salão à fora.
- Oi pai
- Oi Tio Victor, oi Tia Diana - Lua sorriu. Eles apenas responderam um 'Olá' sorridentes. E lá vinha mais um homem... Meu Deus do céu! Se for pra elogiar a Lua, eu expulso ele daqui em dois segundos.
- Victor, Arthur, Diana - Nos abraçou, sorrindo. Um sorriso bem falso, mas... - E essa é ?
- Lua - Meu pai respondeu - Mulher de Arthur.
- É tão linda quanto o nome - sorriu, lhe beijando a mão. E disparou a falar o quanto ela era bonita e etc... Mas que droga! Será que não se pode ter um minuto de paz ? Pior, meu pai concordava com tudo que o homem falava, só lhe dando corda.
- Lua, vamos ali no bar pegar outra bebida ? - Chamei-a. Não queria mais ninguém lhe bajulando
- Arthur... sério ? - fez biquinho. Mas que droga! Não iria resistir
- Sério, sério. Vamos - puxei-a 
Uma hora depois... Poderia até contar quantos "amigos" meus já tinham vindo falar comigo. Sempre a mesma coisa..." Como sua mulher é linda " e blá, blá, blá. Mas que droga! Isso lá eram amigos ? Todos olhando pra ela como se estivesse sem roupa alguma me irritava completamente!
Queria ir embora... Ah, mas que saco. Até pra ir embora agora eu teria de perguntar ao meu pai como se tivesse 5 anos ? É, teria. Mas que grande merda!
- Lua, eu já volto, fique aqui. - Ela apenas assentiu.
- Quero - sorri. Me puxou para a pista de dança, envolvendo seus braços em minha cintura. Nos movíamos lentamente conforme a música, até que resolvi perguntar seu nome
- Seu nome é... ?
- Plínio. E o seu é Lua, certo ? - sorriu
- Sim, como sabe ? - me interessei
- Estava no dia de seu casamento com Arthur. - explicou - Sabia que... você é muito linda ? -Ahá, e o Bicho papão vai te pegar, cuidado. UUUUUUUUH
- Bom, foi a única coisa que ouvi a noite toda - gargalhei
- Mudou bastante, aparentemente você não era assim no dia do seu casamento - sorriu - Estão todos aqui babando por você.
- Aproximou seu rosto do meu - Principalmente eu - me prensou contra ele. Me assustei. Ele era amigo de Arthur ? Mesmo ?
- É-ér... Mesmo ?
- Mesmo. - Tentou me beijar, mas me esquivei um pouco
- É que... - Percebi que Arthur se aproximava. Não iria parar de dançar agora, como pensei. Talvez ele merecesse isso. - Nada, nada. - Sorri, continuando a dançar. Deveria pensar melhor. Arthur não gostava de mim e, óbvio que não se importaria comigo dançando com seu amigo. Tentei me soltar, mas Plínio me prendeu ainda mais. 

Arthur POV

- Pai, quero ir emboraa - falei com cara de tédio. Sim, aquela cena estava esquisita. MUITO ESQUISITA. Me sentia com 5 anos naquele terrível diálogo - Será que pelo menos isso eu posso ?
- Não, fique mais um pouco. - Meu pai sorriu. - Apropósito, o que é aquilo ? - Apontou para a pista de dança, onde Lua dançava agarrada com um homem.
- MAS O QUE ? - Gritei. Ouvi a risada de meu pai - E o senhor ainda ri ? - Andei apressado até a pista de dança. Eu iria acabar com aquela palhaçada naquele instante, sem dó nenhuma.
- Atrapalho ? - falei entre dentes
- Hãn ? Não, claro que não - Plínio falou
- Ótimo! Venha Lua - puxei-a pelo braço
- Qual é cara ? Nós só estávamos dançando. Tem medo que eu roube Lua de você ? - sorriu cinicamente.
- Qual é cara ? Nós só estávamos dançando. Tem medo que eu roube Lua de você ? - sorriu cinicamente.
- Dançando o caramba. Você queria beijá-la, mesmo percebendo que ela não queria e sabendo que eu estava na festa! E não, você seria o ultimo cara que conseguiria alguma coisa com ela. - Apontei o dedo em sua cara. - Se eu te ver mais uma vez encostando um dedo nela, eu juro que você morre.
- HAHAHAHA - deu uma risada irônica - Quem ouvir você falando até diz que você é mesmo apaixonado pela sua mulher... Maseu te conheço melhor que isso, Arthur.
- O que quer dizer com isso? - estava começando a ver tudo vermelho de raiva, e avancei para ele disposto a enfrentá-lo.Ele simplesmente riu.
- Vocês nem parecem casados, Arthur! Tenha dó, você nunca aparece com ela em lugar algum. Mas sempre leva mulheres com ar fácil do seu lado. Das poucas vezes que vi vocês juntos, incluindo seu casamento, você a evita...Pra não falar que mal lhe toca! Ter uma mulher dessas e não aproveitar... - abanou a cabeça, tirando 'sarro' - Por que não deixa para outros ? Parece ela não se importa dividir você com outras!Creio que seja justo que o critério seja igual para os dois!
- A Lua é MINHA mulher, Plínio! E o que acontece entre nós só interessa a nós. E já agora...fique sabendo que eu toco nela sim! - agarrei Lua por um braço, puxando-a contra mim enquanto sorria vitorioso para Plinio - Toco na Lua sempre que eu quero... E apesar de você realmente não ter nada a ver com isso, fique sabendo que é muito bom tocar nela, beijar ela... Mas você nunca terá certeza disso, porque infelizmente pra você ela é MINHA mulher, e eu não partilho nada do que é meu! - Plinio ficou vermelho. Algumas pessoas se mantinham em volta, assistindo á discussão. Lua agarrava-se á manga do meu casaco, falando que era melhor que saíssemos dali.
- Você está mentindo, Arthur! Esse casamento é só fachada e todo o mundo sabe disso! - descontraiu um pouco e sorriu - Mas já que é tão bom beijar a sua mulher... Porque não faz aqui mesmo, para que todos possam pelo menos assistir a um beijo do casal-maravilha?! - Hesitei. Eu e Lua ? Nos beijando? Olhei de relance para ela, que estava pálida como cera.Plínio notou a minha hesitação, e o sorriso dele aumentou.
- Força Arthur! Beije a sua mulher e prove que eu estou enganado... Prove que você realmente ama loucamente a sua mulher e tudo o que se diz sobre o seu casamento é mentira!
- Sabe que é, Plínio? Beijo mesmo! - Em um impulso, agarrei sua cintura com uma mão, puxando-a de encontro ao meu corpo. A outra mão foi levada ao seu cabelo, colocando-o atrás da orelha, para logo depois pousar em sua nuca. Aproximei seu rosto do meu, encostando os nossos lábios pela primeira vez. A minha intenção era dar apenas um beijo suave, mas a suavidade daqueles lábios apanhou-me de surpresa. Sem conseguir raciocinar, a minha língua pediu passagem, e ela não hesitou em corresponder ao beijo. Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia. Completamente perdido no sabor dela e na harmonia perfeita do beijo agarrei a sua cintura com ainda mais firmeza, intensificando o beijo. Não sabia o que tinha me dado, mas não queria parar
Completamente esquecido de onde estava e de quem beijava, perdi o controle, com o beijo ficando mais rápido e intenso a cada segundo. Foi Lua quem se afastou ligeiramente, arrastando-me para a realidade. O olhar dela era uma mistura de confusão e desejo.
- Arthur... - cortei-a
- Vamos embora. Já fizemos tudo e mais um pouco que havia pra fazer aqui. - Saí, puxando-a com força para fora da festa.Eu realmente estava incrédulo com tudo que havia acontecido até aquele momento. Lua começava a ser um problema na minha vida...e não exatamente da forma como eu tinha esperado.

Lua POV

Ele havia mesmo me beijado! Ah... Seria isto um sonho ? Um belo sonho!
Arthur dirigia em alta velocidade nos levando para casa. Seu semblante era raiva com um misto de interrogação...
Não iria perguntar o que estava acontecendo. Sempre que fazia esta inútil pergunta, acabava levando patadas.
Chegamos em casa, ele mal entrou e saiu.

Arthur POV

A bebida descia queimando em minha garganta... Droga de festa, droga de pais, droga de vida. E acima de tudo, droga de Lua! Eles achavam o que? Que podiam controlar minha vida da forma que quisessem? Hã... Pois eu digo, eu já sou bem grandinho e faço o que quero! O novo visual da Lua tinha me pegado de surpresa, sem dúvida...Mas se o meu pai achava que isso bastava para eu voltar a dançar ao ritmo dele, estava muito enganado! Eu e a Lua continuamos não tendo absolutamente nada a ver um com o outro, e o "casal perfeito" com que os meus pais sonham só existe aí mesmo...Nos sonhos deles!
Bebi mais um pouco, arrepiando-me com o sabor do whisky velho. Que merda de vida é essa onde me sinto atraído pela minha esposa que sei perfeitamente ser 100% sem graça? Atraído ao ponto de perder o controle como um adolescente inexperiente com um só beijo? Mesmo que esse beijo tenha sido o melhor que já provei, mesmo que ele não tenha saído ainda de minha cabeça e eu ainda esteja ardendo de desejo por causa dele horas depois de ter deixado a minha mulher em casa...
Não devia ter beijado a Lua. Mas ver o Plínio agarrando ela me fez perder a cabeça. E as provocações dele...
Que merda! Que raio de mundo é este onde fico com raiva quando algum homem se aproxima dela, a minha mulher de quem não gosto e que não quero? Ou não queria... Levei as mãos á cabeça, que começava a doer. Eu não gosto da Lua, não sinto ciúmes dela e aquele beijo nunca se vai repetir... E isto é uma decisão definitiva, ouviu bem, Arthur Aguiar?
Lua POV

Já era tarde... Arthur ainda não voltara pra casa. Que será que fazia ? Pergunta idiota. Lua... Você já sabe exatamente o que ele deve estar fazendo.
- Eu não quero queijoooooooo. Tirem todos os ratos daqui - Arthur entrava no quarto ligando a luz, com um vaso na mão - Vou matar todos vocês, ratos vagabundos! - aparentemente bêbado, fala enrolado.
- Arthurrrrrrrrrrrrrrrrrr, você bebeu ? - Pulei da cama
- Não, eu me afoguei - falou gesticulando com as mãos. Tive vontade de rir, mas não era hora para isso.
Empurrei-o para a cama, tirando sua roupa.
- Sua danadinha.
- Arthur, fica quieto, preciso te dar um banho frio.
- Não, nããão, não quero banho frio nenhum
- Você nem sabe o que quer. Quieto.
- Não me manda ficar quieto não. - falou fechando os olhos - Eu sei muito bem o que faço, tá ?
- Tá, tá Arthur. - falei arrancando sua calça, dando uma boa olhada em seu corpo
- Tá boa a vista aí ? - Falou enrolado
- Calado Arthur. Vem tomar banho. - Tentei puxá-lo - Vem, Arthur. Por favor. Levanta, vai. - Puxei-o mais uma vez, lhe levando pro chuveiro. Arthur cambaleava, praguejando.
- Arthur fica quieto, por favor?! — consegui por fim abrir o chuveiro.
- Lua ta frio. — ele falou embolado tentando sair dali.
- Jajá eu te tiro daí, calma.
- Vai me dar carinho ? – perguntou ainda de olhos fechados e com sorriso bobo – Eu gosto de carinho...
- Sim, Arthur – respondi puxando novamente o braço dele – Se você levantar daí te dou todo o carinho que você quiser...mas POR FAVOR me ajude. Sozinha não consigo! - Ele mexeu-se na banheira, tentando levantar. Eu tentava ajudar, mas entre a minha roupa molhada que me prendia os movimentos e o desequilibrio do Arthur, a tarefa parecia próxima do impossivel.
- Vamos lá, Arthur... Caminha quente esperando você... – falei puxando novamente o braço dele; entredentes, não resisti a falar comigo mesma – E a minha paciência e força acabando...
Num jogo de movimentos complicado e inexplicável, conseguimos que ele saisse da banheira. Passei o braço dele pelos meus ombros e esforcei-me para aguentar o peso gigantesco dele apoiado em mim.
- Muito bem! Vamos lá... – falei ganhando coragem para tentar a aventura de percorrer o caminho até ao quarto sem matar nenhum de nós.
Empurrei-o na cama, tirando sua boxer molhada. Não consegui evitar dar uma olhada, e senti imediatamente minhas bochechas queimarem quando vi seu membro. Deitei uma olhada rápida á cara dele, esperando que ele não tivesse notado.Sorria abobado olhando o teto.
- Você está me despindo... – virou-se para mim com os olhos semicerrados e expressão séria e profundamente concentrada – Nós só dormimos juntos, Lu...eu não gosto de você. Ou não posso gostar... Porque você é feia.Ou era... - Deixou cair a cabeça novamente para trás na cama e fechou os olhos. Eu tinha paralisado com as palavras dele.
- Ah...não lembro mais! É tudo muito confuso... – murmurou enrolado.
- Não pode ? – murmurei surpresa, aproximando-me novamente dele mesmo sem querer, colocando sua boxer azul – Como assim não pode gostar de mim ? - Ele abriu novamente os olhos, fixando-os em mim com ar estranho.
- Você me enganou. Hoje apareceu bonita! – parecia uma criança fazendo birra. Num gesto inesperado, puxou-me pelo braço, fazendo-me desiquilibrar e cair por cima dele – Não pode voltar a me enganar, Lua! Nem a dançar com outros homens! - Fechou os olhos, como se tivesse adormecido. Eu estava tão confusa e surpreendida que nem conseguia me lembrar de me mover para sair daquela posição. Quando finalmente o fiz, o braço dele apertou-se na minha cintura.
Tentei de novo, e o aperto aumentou novamente.
- Boa, Lua... – murmurei para mim mesma – Você tanto desejou que Arthur agarrasse você que finalmente conseguiu... Pena que ele esteja bebedo demais para ter sequer uma ideia disso!
Arthur apertou-me mais forte, mas agora a sua mão não estava na minha cintura e sim... em minha bunda?! Paralisei novamente por um instante, respirando fundo.
- Ganhei juízo, Lua! – reclamei sozinha – Pare de pensar besteira e arranje uma forma de se soltar para tirar essa roupa molhada.
- Roupa molhada... Gosto disso. – balbuciou Arthur. Olhei para seu rosto surpreendida. Podia jurar que ele estava dormindo este tempo todo
- Arthur...me solta, por favor! – reclamei movendo-me novamente em cima dele – Preciso me despir para poder me trocar! Estou toda molhada!
- Eu ajudo você a se trocar... – as palavras ainda saindo 'moles'. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, arrastanto a minha camisa de noite – Você me ajudou, eu te ajudo. Me parece justo... - sorriu sacana
Me debatia entre o desejo que ele acendia em mim e a dura realidade de que ele não sentia absolutamente nada por mim.
As mãos continuavam a subir, e ao chegarem perto dos meus seios eu me assustei. Tentei rolar para o lado, saindo de cima dele.
- Me larga, Arthur! Você não pode fazer isso! – ao tentar fugir acabei rolando, ficando presa embaixo dele. Arthur me olhava com cara boba, fazendo um peso gostoso em cima de mim. Mesmo sem querer, a minha respiração acelerou.
- Mas é claro que posso - mordiscou minha orelha - Sou seu marido, afinal.
Seus lábios caíram sobre os meus, a lingua invadindo a minha boca. Tentei empurrá-lo, mas rapidamente as minhas mãos se limitaram a agarrar os ombros dele, aproveitando o beijo.
- Você é bonita...e eu gosto de mulheres bonitas... – a boca dele novamente na minha, as mãos tentando desajeitadamente tirar minha roupa – Sempre quero mulheres bonitas...
Isso me fez voltar á realidade. Era verdade...Arthur sempre queria mulheres bonitas. TODAS as mulheres bonitas!
Empurrei-o com força.
- Me solta, Arthur! Não sou um brinquedo seu! Não mais! – ele não se mexeu, continuando a mover as mãos pelo meu corpo, a boca procurando a minha. Mexi a cabeça, numa tentativa frustrante de evitar o beijo – Sai de cima de mim!
- Eu quero você, Lu...quero muito você! – prendeu as minhas mãos de cada lado do meu corpo com força, me magoando
– Você me quer também... Eu sei que quer.
Meus pulsos doíam. Ele apoiava quase todo o peso dele neles, e as lágrimas vieram-me aos olhos.
- Você está me machucando, Arthur... – choraminguei – Me solta. Por favor...não faça isso!
- Te quero, Lua...Te quero muito... – Arthur me beijava de forma bruta, ainda agarrando meus pulsos – Esta noite somos só nos dois... - Tentei novamente me soltar, mas ele era muito mais forte e pesado. Mesmo bêbado, eu não tinha como fugir. Lutei um pouco mais, mesmo sabendo que era em vão. Arthur só me soltaria se quisesse...e pelo membro excitado dele que eu sentia contra mim, duvidava que ele fosse recuperar a razão antes de ter o que queria!

Arthur POV

Minha cabeça doía... E muito! Não sentia nem vontade de abrir os olhos... A cama estava tão quientinha... Um cheiro
delicioso... Me lembrava o cheiro dos cabelos de Lua!
Me mexi, sentindo alguém agarrado à meu peito. Abri um dos olhos, espiando o teto, e percebi que estava em casa.
Abaixei o olhar, me deparando com uma cabeleira loira e cacheada esparramada em meu peito. Eu estava sem roupa. Mas, calma aí... A ùnica mulher loira, de cabelos cacheados daqui era Lua! Mas... O que ela fazia Nua ? NUA ? Desci o olhar e a mão por suas costas nuas, até chegar à sua bunda. E que bunda, hein! Santo Deus... Calma. Era a Lua...Lua!
Colada a mim, completamente nua... Parei um pouco, me esforçando para lembrar. Será que eu e ela...? Não! Não podia!

Lua POV


~ Flash Back ON ~


– Esta noite somos só nos dois... - Tentei novamente me soltar, mas ele era muito mais forte e pesado. Mesmo Arthur
estando bêbado, eu não tinha como fugir. Lutei um pouco mais, mesmo sabendo que era em vão. Arthur só me soltaria se
quisesse...e pela sua exitação que eu sentia contra mim, duvidava que ele fosse recuperar a razão antes de ter o que
queria!
Definitivamente, não podia, nem tinha como correr. Estava nos braços de Arthur Aguiar - finalmente! - E mesmo
que ele esteja completamente bêbado, não posso perder essa chance.
Arthur já havia rasgado minha blusa totalmente molhada, e agora descia beijos por meu pescoço, até chegar ao seios, rasgando também o sutiã. Alternava os movimentos, chupando, mordiscando, me fazendo gemer alto. Mordi seu ombro de excitação. Arranhando suas costas

As imagens da noite passada ainda não haviam saído de minha cabeça... O melhor foi saber que, em momento algum, Arthur não havia me rejeitado... Sua pele em contanto com a minha, seus braços musculosos rodiando minha cintura... Seu cheiro, sua boca... E era tudo tão novo pra mim! - Abracei o travesseiro
Seu cheiro... Ah, seu cheiro! Me inebriou a noite toda... Era horrível pensar que qualquer outra mulher pudesse
desfrutar de Arthur.
Mas, não pensaria nisto agora! A noite havia sido tão boa... Ok, está certo que sempre imaginei estar em seus
braços, mas, tiranto o fato de ele não estar completamente sóbrio, foi muito melhor do que qualquer fantasia minha!
Passei a mão pela cama, suspirando e recordando novamente o corpo de Arthur deitado ao meu lado... Será que ele
havia se arrependido do que fez na noite passada ? Provavelmente sim... Estava bêbado e não sabia o que fazia.E eu ?
Não, não me arrependo... Só me envergonho.

Não poderia me dar ao 'luxo' de ter passado a noite com Arthur... Eu sabia que ele estava bêbado! Deveria ter
um pouco mais de respeito comigo mesma... Mas, quantas vezes isso poderia acontecer ? Nenhuma, creio eu... Arthur
mal olha pra mim, e se olha, é para brigar ou me humilhar... Ah, que se dane! Lhe tive pelo menos uma vez, e soube
como é bom estar em seus braços! O resto é resto...
Me tirando de meus pensamentos, Arthur adentrou o quarto... Estava só de toalha, deixando seu peitoral à mostra...
Mas que tentação!
- Já acordou ? - Me olhou meio assustado
- Já... - Lhe olhei sem entender nada

 Você está... bem ? - Hesitou em perguntar. Mas por que diabos estaria mal depois de uma noite maravilhosa com ele ?
Você é mesmo muito burra! Ele certamente deve ter se lembrado do que aconteceu, e estranhado seu comportamento... Que estaria pensando de você agora ?
- Estou - abaixei a cabeça
- Não está... machucada ? - Mais uma vez hesitou em perguntar. Arregalou os olhos, ainda olhando em minha direção. Não entendia o porque daquilo, até perceber que o lençol havia caído pouco antes de Arthur entrar no quarto... Droga!
- Não, não estou - Falei levantando o lençol.Já estava ficando nervosa com a situação.